Postado em:
08 maio, 2014

Por que usamos o dedo do meio como um ato ofensivo?

Descubra de onde vem esse hábito mau educado de mostrar o dedo e como ele adquiriu esse sentido negativo.

Quem, em um momento de fúria, (além de gritar) nunca mostrou o dedo do meio? Apesar de ser apenas um gesto, a conotação negativa e até ofensiva desse ato está grudada à cultura mundial e é difícil alguém não saber sobre o que se trata. Mas essa forma muda de ser mal educado não é de agora!

Historiadores explicam que esse “costume” de exibir o dedo do meio como uma forma de mandar a pessoa “ir para aquele lugar” existe desde a Antiguidade e, provavelmente, foi herdado dos ancestrais do homem. Isso porque nesse período primitivo, os homens (assim como alguns primatas ainda fazem) mostravam as genitais eretas como estratégia para intimidar os inimigos.

 

Mas, como em sociedade essa seria uma atitude pouco civilizada, uma nova versão do insulto foi elaborada a partir do maior dedo da mão. Há, inclusive, registros históricos do ato em um poema grego muito antigo, de 423 a.C, em que Aristófanes, o autor, descreve um de seus personagens comparando seu órgão com o dedo do meio.

Daí para frente, como é possível notar até hoje, o gesto feio virou “febre”. Na Roma antiga, por exemplo, o tal dedo do meio era conhecido como digitus infamis, em latim; que significa dedo obsceno.

Mesmo sendo essa uma maneira muito eficiente e conhecida de ofender as pessoas, há países (como o Brasil, diga-se de passagem) que conseguiram ainda outras formas um tanto criativas de se fazer “entender”. Isso, para os antropólogos, prova que um gesto ou uma palavra se tornam agressivos por meio de convenção comum entre os membros de um grupo, que concordam entre si sobre isso, entendem, aceitam e validam esses símbolos como algo negativo.


Seja o primeiro a comentar em Por que usamos o dedo do meio como um ato ofensivo?

Deixe seu comentário: