Postado em:
02 dez, 2013

13 dicas para se concentrar na hora dos estudos!

Nosso cérebro é meio fanfarrão: na hora de pensar em estratégias para aquele jogo complicado de videogame ou de ler aquela revista que você adora, ele coopera facilmente. Mas quando é preciso sentar e estudar um pouco, parece não haver jeito de alcançar a concentração.

Isso fica ainda mais desesperador quando estamos em ano de vestibular e não temos tempo a perder. Para ajudar você nisso, o GUIA DO ESTUDANTE conversou com especialistas e pediu dicas para ajudar seu cérebro a se concentrar. Como cada pessoa tem um jeito de funcionar, nem todas elas serão igualmente eficientes para todo mundo. Então é bom fazer uns testes até descobrir quais dão certo para você.

estudando

– Transtorno de Atenção pode ser controlado para melhorar rendimento escolar, diz psicóloga
Não se contente em ler: escreva!
Segundo o professor e autor de livros com dicas para estudos Pierluigi Piazzi, é importante estudar escrevendo, e não só lendo. “Quem só lê perde a concentração. Quem escreve consegue entender o assunto e mantê-lo na mente”, explica ele.
Escreva à mão em vez de digitar
Pesquisas já mostraram que os alunos que fazem isso aprendem mais do que quem só digita. “Você tem movimentos totalmente distintos para escrever cada letra a mão, mas isso não existe quando você está digitando. Isso faz com que mais redes neurais sejam ativadas no processo da escrita”, diz o professor.

Como saber o que vale colocar no papel

Faça resumos, fichamentos e esquemas da matéria. Mas nada de ficar
copiando todo o conteúdo dos livros. Para saber o que vale escrever,
faça de conta que você está preparando uma cola para uma prova. Por ter
pouco espaço e pouco tempo para consulta-la, é preciso ser conciso, mas
ao mesmo tempo abordar os pontos principais. É disso que você precisa
quando for estudar.

Revise a matéria que aprendeu em aula no mesmo dia
Além
de evitar acumular matérias, estudar o conteúdo visto em sala de aula
no mesmo dia fará com que seu cérebro entenda que aquilo é importante e o
memorize.

Estude sozinho
Vamos combinar
que, por mais legal que seja se reunir com os amigos para estudar, você
acaba falando mais de outras coisas e as dúvidas permanecem. O
professor Pierluigi é um grande defensor da ideia de que só se aprende
mesmo no estudo solitário. “Estudar em grupo é útil se você for a pessoa
que explica a matéria para os outros. Quem ouve não aproveita”, diz
ele. A melhor dica para um bom estudo, aliás, e explicar a matéria para
si mesmo.

Use as aulas para entender as matérias e tirar dúvidas
Um
erro comum, segundo o professor Pierluigi, é fazer dois cursinhos para
ter um maior numero de aulas – o que realmente vai fazer diferença no
vestibular é o momento em que você estuda sozinho, não o número de aulas
que pegou. Mas isso não significa que vale cabular ou dormir nas aulas:
elas são importantes para entender a matéria e tirar dúvidas.

Desligue todos os aparelhos eletrônicos.
Na
hora de estudar, nada de deixar o celular por perto avisando você de
cada notificação no Facebook. E nem caia na tentação de abrir o Facebook
só por “dois minutinhos”. Esses dois minutinhos sempre se estendem e
acabam com toda a sua concentração. Reserve um tempinho do seu dia só
para as redes sociais e faça isso virar rotina para que se acostume a
checá-la apenas nesse tempo específico.

Estude em um local organizado e tranquilo
O
resto da sua casa até pode ser uma bagunça, mas o local onde você
costuma estudar precisa estar sempre organizado e silencioso. Ter muitas
coisas espalhadas pode atrapalhar a sua concentração e há o risco de
perder tempo procurando coisas que sumiram na bagunça.

Música? Só em línguas que você não entenda
Não
é proibido estudar ouvindo música – há quem precise dela para se
concentrar. Mas evite ouvir músicas em idiomas que você entenda – isso
pode fazer com que você desvie sua atenção para a letra e esqueça a
matéria.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Use marca-texto


Usar
canetas coloridas e marca-texto para enfatizar os pontos principais é
uma boa ajuda para manter o foco no que for importante, especialmente se
você tem problemas mais sérios de déficit de atenção. Post-its também
podem ser úteis.

Respeite seu tempo
Se
você é mais produtivo de manhã, deixe para estudar as matérias mais
difíceis nesse período. Quando sentir que a concentração não está
rolando de jeito nenhum, faça uma pequena parada e depois volte. Manter
intervalos regulares é fundamental – e a frequência vai depender do seu
ritmo.

Tenha uma programação organizada, mas seja flexível
Use
uma agenda ou quadro branco para organizar suas tarefas e respeite-a!
Mas faça programações realistas para que você não se desanime. Definir
que você vai estudar durante oito horas por dia se você tem várias
outras atividades, por exemplo, não é algo razoável. E esteja aberto
para mudanças, caso seja necessário.

Crie um pequeno ritual antes de estudar

Sempre que for mergulhar nos estudos, crie e respeite um ritualzinho
antes. Pode ser um alongamento, pegar um copo de suco para deixar na sua
mesa, ou que mais achar melhor. Com o tempo, seu cérebro vai entender
que é hora dos estudos e ficará mais fácil se concentrar.

Quando a dificuldade de concentração é crônica
Às
vezes, a falta de atenção pode ser crônica e estar associada ao
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). “Todo mundo
pode ser os sintomas, mas não o TDAH de fato. O que conta é chama é a
persistência e o prejuízo que isso traz para as pessoas do ponto de
vista educacional (como evasão e não conclusão dos estudos) e sociais
(dificuldade de inserção no mercado de trabalho, inadaptação social
etc.)”, explica Cláudia Machado Siqueira, neuropediatra e coordenadora
do Laboratório de Estudos dos Transtornos de Aprendizagem (LETRA) do
Hospital das Clínicas da UFMG.Os sintomas do TDAH,
tanto de desatenção quanto de hiperatividade, aparecem por volta dos 3 a
7 anos de idade. Na vida adulta, o que fica geralmente é a dificuldade
de se concentrar na metade dos casos – a hiperatividade diminui.
Pesquisas apontam fatores genéticos e neurológicos como as principais
causas prováveis do problema, embora fatores sociais possam contribuir
no desenvolvimento de problemas associados.

Nesse caso, é necessário procurar um especialista. “O problema não
tem cura, porque é o jeito como seu cérebro funciona”, explica Cláudia
Siqueira. Mas existe tratamento, geralmente feito com medicamentos e com
a chamada terapia cognitivo comportamental (um segmento da psicologia
que ajuda a criar estratégias para ajudar a pessoa na organização,
planejamento e cumprimento de tarefas e objetivos, como as que a gente
listou aqui).

– Será que você tem TDAH? Faça o teste


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