Postado em:
04 abr, 2013

Como surgiu a balança?

As sociedades primitivas tinham pouca necessidade de pesar os objectos. Se duas pessoas precisavam de algum artigo uma da outra, recorriam à troca direta. No entanto o ouro foi desde sempre considerado o mais valioso dos metais pelo que, por volta do ano 5000 a.C., os Egípcios inventaram a balança para o pesarem. 
As balanças egípcias estão representadas em inúmeros murais e papiros. No famoso Livro dos Mortos egípcio, onde se pode ver o desenho de um braço suspenso num apoio central com dois pratos nas suas extremidades pendurados por uma corda. 
A sua aparição nesse livro tem, porém, uma razão histórica. Pela crença egípcia da época, o espírito de qualquer pessoa que morresse ia para a Sala das Duas Verdades, a versão egípcia do ”julgamento final”.
Nessa sala, Anubis, o deus egípcio dos mortos, colocava o coração do morto numa balança usando como contrapeso a pluma da Deusa Maat, que representava a justiça. Depois de Anubis ajustar a balança, verificava-se qual dos dois pesava mais, o coração ou a pluma. 
Dependendo do resultado da pesagem, então o espírito do morto seguiria para ‘‘Paraíso’’ ou para o ‘‘Inferno”. Mais tarde no tempo surgiu a chamada “balança romana”. Esta balança tinha os dois braços de pesagem com comprimentos desiguais e o objecto que se pretendia pesar era sempre colocado no braço mais curto. 
A balança estava pendurada num gancho existente num ponto fixo e no braço mais longo deslizava um peso (ou pilão) que se fazia correr em ambas as direcções até se encontrar o ponto de equilíbrio. Nesse braço mais longo existiam marcações que indicavam o peso do objecto. 
Este tipo de balança teve um enorme sucesso em Roma e acabou por se espalhar pelo mundo, chegando até aos nossos dias, podendo-se ainda encontrar algumas em uso por vendedores de artigos alimentares em feiras e mercados.

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